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Duvanier anuncia nova secretaria para intermediar
debates entre governo e servidores

O governo federal anunciou que os servidores públicos só terão aumento em 2013. Para enfrentar uma greve, que já foi pré-anunciada, o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, informou que uma nova secretaria será criada exclusivamente para intermediar os debates com as centrais sindicais.

A pré-anunciada greve geral do funcionalismo por reajuste salarial, que pode mobilizar até 1 milhão de trabalhadores e deve ocorrer em abril, parece não assustar o governo federal. Em entrevista à Agência Brasil, o secretário de Recursos Humanos, do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, afirmou que a mobilização é “natural” visto que as classes sindicais unificam um grupo grande de funcionários públicos da União.

De qualquer forma, ciente da importância do nível de relacionamento e diálogo com o funcionalismo e dos prejuízos de uma greve para a população, o governo vai criar uma nova secretaria exclusivamente para intermediar os debates com as centrais sindicais. A atual Secretaria de Recursos Humanos será extinta e dará espaço à Secretaria de Relações do Trabalho, que manterá Duvanier como titular.

As propostas de aumento, caso sejam aceitas, só devem ser concretizadas na folha de pagamento de 2013. “Negociamos em um ano o orçamento do ano seguinte. As negociações de 2011 foram fechadas em 31 de agosto, o que inclui gastos com pessoal para o exercício seguinte. Gastos com pessoal para 2012 já estão definidos, todas as negociações [a partir de agora] serão para o orçamento de 2013”, explicou Duvanier. Atualmente, o gasto com pessoal custa R$ 7 bilhões mensais das contas federais.

Os servidores se organizam, trabalham em conjunto, e sabem que precisam ser rápidos, pois em ano eleitoral o tempo é mais curto. A pauta de reivindicações está praticamente pronta, incluindo os pontos apresentados em 2011 que não foram atendidos. “A questão salarial estará presente, posto que o último acordo é de 2008, foi concedido em três parcelas, e as perdas já se acumulam”, informa a presidente do Sinait, Rosângela Rassy. Ela acrescenta que as entidades querem “seriedade nas negociações, respostas claras, pois não há tempo a perder. Não vamos aceitar que o governo protele as negociações. Eles já sabem o que queremos e esperamos que tenham contrapropostas a nos apresentar”.

Agência Brasil e Sinait

 

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