Safiteba presente em mobilização na capital
O presidente do Safiteba, Carlos Dias, participou no último dia 26 de outubro, em Brasília, da II Mobilização por um Serviço Público de Qualidade e Contra a Corrupção. A atividade reuniu quase 1.000 representantes de 12 organizações sindicais e associativas de servidores das carreiras típicas de estado, entre as quais os auditores fiscais do trabalho. Cerca de 30 AFTs de todo o país estiveram presentes.
A marcha saiu da Catedral Metropolitana de Brasília e foi até o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), onde foi protocolado um pedido de audiência com a ministra Miriam Belchior. No documento as entidades identificaram os pleitos das categorias, como o tratamento isonômico entre os Poderes na previsão orçamentária, liberação de recursos para a melhoria das condições de trabalho, reposição salarial e reestruturação das carreiras, retomada dos concursos públicos e fim da terceirização nas atividades próprias das carreiras de Estado.
Depois do protesto no Ministério do Planejamento, os manifestantes se dirigiram ao Congresso Nacional. Foram protocolados documentos na Câmara e no Senado pedindo apoio às reivindicações. O movimento teve o apoio dos deputados Taumaturgo Lima (PT/AC), que é Auditor-Fiscal do Trabalho, Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), Chico Alencar (PSOL/RJ), entre outros.
A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, reclamou que as discussões com o governo em torno da pauta de reivindicação não andam. “Participamos de mais de sete reuniões no MP e nem sequer recebemos uma contraproposta do Governo para reajuste salarial este ano. Isso é um direito de todo trabalhador. Só um lado não pode querer negociação, isso é ilegal”, completa.
Rosângela saudou a manifestação do dia 26 e disse que o movimento dessas categorias vem crescendo porque os servidores perceberam que têm muitos problemas em comum e resolveram se unir para fortalecer a luta pelos pleitos. “Uma das principais questões comuns aos órgãos é o número insuficiente de servidores, pois o Governo, ao invés de promover concursos públicos está aumentando o número de terceirizados”, disse.
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