SRTE aponta falhas de manutenção
no elevador da construtora Segura

A análise técnica da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia (SRTE-BA) sobre o acidente que matou nove operários na queda de um elevador na obra da Construtora Segura, na Avenida ACM, constatou que a falta de manutenção e de inspeção no equipamento causaram a tragédia do dia 9 de agosto. Segundo o laudo, divulgado na manhã do dia 6 de outubro, no auditório da Superintendência, houve rompimento do eixo que movimenta o carretel do elevador e falha no freio de emergência.
Na avaliação dos auditores fiscais do trabalho, ações relativas à gestão de segurança do elevador não foram realizadas pela empresa, o que poderia ter evitado o acidente. A burla do dispositivo de segurança da cancela e a falta de vistoria diária do equipamento, de acordo com a SRTE, são indícios de que as normas foram descumpridas. “A conclusão é de que não havia zelo. As falhas operacionais tiveram sua origem facilitada por conta de falhas nas decisões gerencias”, afirma o colega Anastácio Pinto.
Na oportunidade, foram informadas as providências que estão sendo tomadas para que elevadores semelhantes ao que causou o acidente com os nove operários sejam proibidos nos canteiros de obras de construção civil na Bahia. Segundo Maurício Nolasco, a Superintendência tem pressa. “Após as fiscalizações, o que se conclui é que esses equipamentos são obsoletos. Essa vedação pode ocorrer num prazo de até dois anos. Mas o nosso objetivo é que isso ocorra imediatamente”, disse.
Nolasco informou ainda que o relatório será encaminhado a outros órgãos que também investigam as causa do acidente. “As análises servirão de subsídios para a responsabilização da construtora e o ingresso de ações por parte do Ministério Público do Trabalho requerendo pensão para os familiares das vítimas e até mesmo uma ação por dano coletivo”, explicou. |